Presidente Lula durante a 66ª Cúpula de Presidentes dos Estados Partes do Mercosul e dos Estados Associados
Imagem: Ricardo Stuckert / PR0
Os países do Mercosul vão assinar, no próximo dia 16 de setembro em cúpula no Rio de Janeiro, um acordo de livre comércio com o EFTA, grupo que reúne quatro países europeus (Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein). O bloco é formado por economias que não fazem parte da zona do euro e nem da UE.
Depois de oito anos de negociações, o pacto foi concluído em julho.Mas detalhes ainda precisavam ser acertados. Agora, o governo brasileiro colocou a assinatura do acordo na agenda do encontro do Mercosul, criando uma zona de livre comércio de quase 300 milhões de pessoas e um PIB conjunto de US$ 4,3 trilhões. O acordo vai beneficiar 97% das exportações de ambos os lados.
A assinatura ainda ocorre dias antes de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajar aos EUA, onde deve usar a abertura da Assembleia Geral da ONU para criticar a ofensiva comercial e o unilateralismo de Donald Trump.
A negociação, ainda que estivesse em andamento ao longo de anos, ganhou força como maneira de os países darem resposta aos abalos causados pelos EUA. Não apenas o Brasil foi afetado por tarifas. Na Europa, a Suíça viveu um momento de tensão com os americanos.
Além de uma queda de tarifas de importação, o acordo vai estabelecer regras sobre o comércio de serviços, investimentos, direitos de propriedade intelectual, compras governamentais, concorrência, regras de origem, defesa comercial, medidas sanitárias e fitossanitárias, barreiras técnicas ao comércio terá um capítulo sobre comércio e desenvolvimento sustentável.
Um mecanismo de solução de disputas também será estabelecido.
Em 2024, o comércio entre o Brasil e os países do EFTA somou US$ 7,2 bilhões, com ouro, produtos químicos, café, soja e carnes entre os principais itens da pauta. A importação é ainda dominada por máquinas e equipamentos e, no caso da Noruega, por petróleo e gás, além de frutos do mar.
Segundo o governo da Suíça, o acordo teria um “impacto econômico significativo”. “A Suíça tem um mercado interno limitado. Para garantir o crescimento e, consequentemente, a prosperidade, o acesso a outros mercados é muito importante para nossas empresas e, portanto, para os empregos suíços”, afirmou o governo.
“O Mercosul, com seus 270 milhões de habitantes, já é um importante mercado-alvo com grande potencial de crescimento para a indústria de exportação suíça. Em 2024, as exportações suíças de mercadorias para os países do Mercosul totalizaram mais de US$ 4 bilhões, enquanto as importações de mercadorias totalizaram US$ 762 milhões”, disse.
Com o acordo, quase 95% das exportações suíças para os países do Mercosul estariam completamente isentas de direitos aduaneiros após o término dos períodos de redução tarifária.
Tendo em vista os altos direitos aduaneiros nos países do Mercosul, um acordo de livre comércio poderia levar a uma economia considerável de até US$ 180 milhões por ano em direitos aduaneiros.
Na avaliação dos suíços, após os acordos com a UE e a China, este é o acordo com o maior potencial de economia entre todos os acordos de livre comércio da Suíça e está aproximadamente na mesma faixa do acordo com a Índia.
Em contrapartida, a Suíça concederá ao Mercosul um total de 25 cotas bilaterais para produtos agrícolas sensíveis.
O governo da Noruega também aposta no acordo para ampliar suas vendas ao Mercosul de produtos como energia, os serviços de transporte marítimo e frutos do mar.
Além disso, o acordo impediria que a Suíça e Noruega fossem prejudicadas em relação à UE, que também tenta chegar a um pacto com o Mercosul até o final do ano.
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Com informações do UOL
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