Imagem: GazafreedomFlotilla/Instagram
O Ministério das Relações Exteriores publicou nota na manhã desta segunda-feira (5), após Israel interceptar o navio Madleen de ajuda humanitária que se dirigia a Gaza, neste domingo (8), e deter 12 ativistas, dentre eles o brasileiro Thiago Ávila.

“Ao recordar o princípio da liberdade de navegação em águas internacionais, O Brasil insta o governo israelense a libertar os tripulantes detidos”, destaca o comunicado.
A nota brasileira reforça ainda “a necessidade de que Israel remova imediatamente todas as restrições à entrada de ajuda humanitária em território palestino, de acordo com suas obrigações como potência ocupante.”
A embarcação, que tinha como objetivo estabelecer um canal de acesso para transporte de alimentos e medicamentos à Faixa de Gaza, pertence ao movimento Freedom Flotilla Coalition que atua em ações humanitárias internacionais e promove uma campanha para acabar com o bloqueio ilegal israelense de Gaza.
Nascido no Distrito Federal, o ambientalista Thiago Ávila é coordenador da Freedom Flotilla Coalition. Além do brasileiro, estava na embarcação de ajuda humanitária a ativista sueca Greta Thunberg e outros dez ativistas.
A interceptação ocorreu logo após o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarar que havia instruído seu Exército a não permitir que a embarcação chegasse a Gaza. Na declaração, ele também informou que a tripulação seria escoltada e em seguida deportada.
De acordo com a nota do Itamaraty, as embaixadas da região estão sob alerta para prestar a assistência consular caso necessário, de acordo com a Convenção de Viena sobre Relações Consulares e os direitos internacionais.
Um mês após ser bombardeada por drones, a Flotilha da Liberdade, coalizão de ativistas contra a guerra na Faixa de Gaza, está a cerca de 48 horas do território palestino sitiado pelo bloqueio de Israel. O grupo leva alimentos e medicamentos e esperam abrir um canal de acesso à população faminta. 

O brasileiro Thiago Ávila, ativista internacionalista e ambientalista, e a ativista sueca Greta Thunberg, mundialmente conhecida por sua luta contra o aquecimento global, estão entre os tripulantes que se arriscam a furar o bloqueio israelense. Outro membro do navio é o ator irlandês Liam Cunningham.
A embarcação, apelidada de Madeleine, partiu no dia 1º de junho da Catânia, um porto italiano. É possível acompanhar o barco se aproximando de Gaza por meio deste link.
Na última quinta-feira (5), o jornal israelense The Jerusalem Post informou que “fontes militares” de Israel informaram ao periódico que não será permitida a embarcação atracar em Gaza.
Em mensagem encaminhada hoje à Agência Brasil, o brasileiro Thiago Ávila disse que a embarcação está a 430 quilômetros de Gaza e os ativistas esperam atracar no território na segunda-feira (9).
“Estamos em contato com muita gente, o coletivo de médicos de Gaza, sobretudo o coletivo de jornalistas. Estão todos ali, aguardando a nossa chegada e Israel segue ameaçando, dizendo que vai interceptar nossa missão e ameaçando inclusive atacar nossa missão”, informou o ativista.
O barco abriga 12 ativistas de sete países diferentes, sendo Thiago o único não europeu. “A gente tem maiorias sociais do mundo do nosso lado. As pessoas sabem no fundo do coração delas que matar crianças de fome é errado”, completou.
Segundo Thiago, o objetivo é entregar alimentos e medicamentos em Gaza e voltar, abrindo espaço para que mais barcos e pessoas façam o mesmo.
“Esperamos a que essa missão tenha um impacto significativo, que abra esse corredor humanitário dos povos. A gente espera que Israel desista da ideia de cometer um crime de guerra e nos atacar”, finalizou.
Dois dias antes, Thiago informou em sua rede social que eles visualizaram drones próximo à embarcação Madeleine.
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Thiago Ávila, da Coalizão Flotilha da Liberdade – thiagoavilabrasil/Instagram
Em sua rede social, a ambientalista sueca Greta justificou que não há justiça climática com a ocupação ilegal do território palestino e do genocídio povo palestino.
“[Nossa missão visa] desafiar o bloqueio e o genocídio israelense enquanto os nossos governos cúmplices falham em interromper. Nós, mais uma vez, navegamos em direção a Gaza – não transportando armas, mas sim alimentos e suprimentos médicos. A fome sistemática e a privação de necessidades básicas são alguns dos muitos métodos de guerra que Israel está a utilizar contra os palestinos”, defendeu.
Uma primeira tentativa de chegar em Gaza foi frustrada quando outra embarcação do grupo, o Consciência, foi bombardeado por dois drones perto de águas territoriais de Malta. A coalizão Flotilha da Liberdade pede que uma investigação independente apure o ocorrido em Malta.
Edição: Maria Claudia

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