As eleições de 2026 estão revelando algo preocupante: estamos esquecendo a política e colocando preço no voto.
Já não me canso de ouvir, de militantes e até de alguns candidatos, a pergunta: “Quanto será preciso gastar por voto?”
Pouco se fala de propostas, compromissos, história, caráter e, principalmente, de como construir mandatos capazes de representar verdadeiramente os interesses da população e melhorar a vida das pessoas.
Fala-se que, para fazer campanha, há quem cobre entre R$ 100 e R$ 150 por voto. Se isso for tratado como normal, precisamos parar e refletir: que democracia estamos construindo?
Com a explosão das emendas parlamentares impositivas, a política corre o risco de transformar-se em negócio, e o mandato em moeda de troca.
Voto não é mercadoria. Eleição não é leilão. Mandato não pode ser investimento para recuperar depois.
Democracia exige debate, consciência, compromisso e respeito ao eleitor.
Precisamos recuperar a política antes que o preço do voto seja maior do que a própria democracia pode pagar.
Antonio Fidelis dos Santos é Consultor – Empresário – Defensor da Democracia e da Justiça Social. Um apaixonado por Lins. E-mail: antoniofidelis.consultoria@gmail.com
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