Os presentes que Jair Bolsonaro ex-presidente recebeu estando em mandato e que quis manter como patrimônio pessoal foram guardados em uma fazenda do ex-piloto de Formula 1 Nelson Piquet, revelou nesta terça (28/3) o jornal O Estado de São Paulo.

Entre os presentes recebidos por Bolsonaro estão joias e armas, cuja inclusão no acervo pessoal do ex-presidente está sendo questionada no Tribunal de Contas da União (TCU).
Parte desse material, como joias presenteadas pelo governo da Arábia Saudita, foram inclusive devolvidas ao poder público federal pela defesa de Bolsonaro, que se encontra nos Estados Unidos há três meses, desde a véspera de deixar o cargo no Executivo.

A fazenda do ex-piloto Nelson Piquet, fica em Brasília, no Lago Sul, um bairro nobre da capital. De acordo com o Estadão, dezenas de caixas de presentes foram enviadas para o local a partir de 7 de dezembro do ano passado, pouco mais de um mês após o segundo turno da eleição, vencida por Luis Inácio Lula da Silva (PT).
De acordo com a reportagem, Bolsonaro enviou os itens de maior valor, como joias, para a fazenda do amigo deixando apenas no acervo público livros e cartas.
Jair Bolsonaro confirmou, nesta terça-feira (28/3), que ficou com o terceiro conjunto de jóias recebidas de presente da Arábia Saudita.
Até agora, descobriu-se que o ex-mandatário recebeu pelo menos três conjuntos de joias do país árabe: o primeiro a ser revelado foi uma coleção feminina com colar de R$ 16,5 milhões; o segundo trata-se de um grupo de joias masculinas , ambos vieram com o ex-ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, em 2021.

Relógio da marca Rolex, similar ao recebido por Jair Bolsonaro: preço médio de R$ 340 mil – Foto Reprodução
Um outro conjunto foi recebido, em mãos, durante viagem que fez em outubro de 2019. A confirmação veio da defesa do ex-presidente que afirmou que: “Os bens foram devidamente registrados, catalogados e incluídos no acervo da Presidência da República conforme legislação em vigor”.
Segundo o Metropolis, já havia obtido a lista dos itens recebidos por Bolsonaro na viagem que incluiu Japão, China, Emirados Árabes e Arábia Saudita, em outubro de 2019, em novembro de 2019, que seria um relógio de pulso um anel, um par de abotoaduras, uma caneta e uma Masbaha, uma espécie de rosário árabe.
Em outubro de 2021, uma comitiva do governo comandada pelo então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, retornou ao Brasil de uma viagem oficial à Arábia Saudita com joias femininas na bagagem que faziam parte de um outro conjunto de itens, diferente do que foi adicionado ao acervo pessoal de Bolsonaro.
As peças, segundo Albuquerque, foram presentes do governo saudita para Michelle Bolsonaro, somando, o valor das joias chegam a R$ 16,5 milhões.
As joias estavam na mochila de um assessor do então ministro. No aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, o assessor tentou passar pela alfândega, na fila da Receita Federal de “nada a declarar”. Pela lei, porém, ele deveria declarar os acessórios e pagar taxa de 50% sobre o valor das joias ou seja, R$ 8,25 milhões.
Não havendo pagamento, a Receita reteve o material. O governo Bolsonaro tentou, em pelo menos oito ocasiões, reaver os itens, acionando inclusive outros ministérios, além da chefia da Receita. Em todas essas tentativas, ninguém pagou a taxa, e as joias não foram devolvidas.

Joias recebidas de presente por Michelle Bolsonaro – Foto Reprodução
Um segundo lote não foi interceptado pela Receita Federal ,que também estava na bagagem de um dos integrantes da comitiva que foi ao Oriente Médio em outubro de 2021, em missão oficial, e, do mesmo modo, seria um presente do governo saudita.
Neste pacote estava incluído relógio, caneta, abotoaduras, anel e um tipo de rosário, todos da marca suíça de diamantes Chopard. Publicamente, não há estimativa ou avaliação de valores desse outro lote de joias. Bolsonaro afirmou que o presente estava com ele. A partir daí, questionou-se, também, outros presentes, como armas, recebidos e guardados pelo ex-presidente.
Em 4 anos membros do governo Bolsonaro viajaram á Arabia Saudita 150 vezes
Integrantes do governo de Jair Bolsonaro viajaram a Arábia Saudita 150 vezes entre 2019 e 2022. O país árabe é responsável por dar de presente ao ex-mandatário três conjuntos de joias de alto valor. A informação sobre o número de viagens da equipe de Bolsonaro consta em ofício do Senador Humberto Costa (PT- PE) que pediu investigação ao Ministério Publico (MP) junto ao Tribunal de Contas da União (TCU).
Até agora , descobriu-se que o Jair Bolsonaro recebeu pelo menos três conjuntos de joias do país árabe: o primeiro a ser revelado foi uma coleção feminina com colar de R$ 16,5 milhões; o segundo trata-se de um grupo de joias masculinas, os dois vieram com o ex-ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, em 2021.
Bolsonaro confirmou nesta terça-feira (28/03) que ficou com Rolex, jóias e caneta que recebeu da Arábia Saudita.
“A deputada Luciene Cavalcante, do PSOL, entrou com requerimento no TCU após jornal revelar que Bolsonaro detém mais uma caixa de joias.”
Nesta terça-feira (28/3), os repórteres André Borges e Adriana Fernandes, do jornal O Estado de S. Paulo, que revelaram que Bolsonaro recebeu um pacote após almoço com o rei saudita Salman Bin Abdulaziz Al Saud, avaliado em mais de R$ 500 mil.
O TCU determinou a devolução para a União de outra caixa de joias dos sauditas da qual o ex-presidente tinha se apoderado, assim como de um fuzil e de uma pistola que ganhou de um integrante de uma família real dos Emirados Árabes Unidos.
“Pede-se à Vossa Excelência que determine a imediata entrega ao acervo do Governo do 3º conjunto de jóias de ouro branco e diamantes avaliado em mais de R$ 500 mil, incluindo o relógio Rolex cravejado de pedras e estimado em mais de R$ 360 mil”, disse a deputada Luciene Cavalcante em pedido ao relator no TCU, Augusto Nardes.
O TCU entende que bens com alto valor comercial presenteados a chefes de Estado pertencem à União, e não aos mandatários.
Fonte Metropoles.com
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