O Brasil volta a respirar. A reeleição do presidente Lula para cumprir um inédito quarto mandato não representa apenas a manutenção de um projeto de mação, mas a reafirmação de que a soberania popular e a democracia brasileira são inabaláveis. As urnas deixaram claro: a maioria do povo brasileiro escolheu o caminho do trabalho, da reconstrução, do fortalecimento da educação pública e da soberania nacional.
Em contrapartida, os fatos que se desenrolaram logo após a apuração das urnas expuseram a real essência daqueles que tentaram nos conduzir ao retrocesso. A fuga do senador derrotado Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos não é apenas um ato de desrespeito à soberania popular, mas atestado de covardia e culpa.
Ao longo da campanha eleitoral, percorremos o estado de São Paulo alertando sobre os riscos que rondavam nossas instituições e nossos direitos sociais. Defendemos a continuidade do governo Lula para garantir o financiamento da educação pública, a consolidação do Fundeb, a valorização do magistério e o cumprimento rigoroso do Piso Salarial Nacional. Alertamos contra o avanço da precarização do trabalho docente, plataformização, projetos obscurantistas na área da educação. E nos somamos às lutas da classe trabalhadora pelo fim da escola 6X1 e pela continuidade de todas as políticas sociais. O resultado soberano de 26 de outubro provou que as trabalhadoras e os trabalhadores não aceitam recuos em suas conquistas.
A reação da extrema-direita à derrota revela o profundo desprezo que nutrem pelas regras do jogo democrático. Quem passa anos atacando o sistema eleitoral, incitando a divisão da sociedade e propagando teses golpistas demonstra, no momento da derrota, que sua valentia nunca passou de uma encenação. Assim foi a saída de Flávio Bolsonaro do país por rotas clandestinas e o pedido de asilo ao governo de Donald Trump, seguido da divulgação de uma carta golpista na qual se declarava inicialmente “presidente eleito” e depois “líder do Brasil”, num recuou tão vergonhoso quanto sua fuga.
Abandonar seus próprios eleitores e fugir do país para se esquivar de responsabilizações legais é o ato derradeiro de quem nunca teve compromisso com o Brasil ou com o seu povo. Essa atitude contrasta frontalmente com a maturidade institucional e a altivez demonstradas pelo presidente Lula, que se entregou à justiça em 2018 para provar sua inocência e o fez.
O novo mandato concedido pelas urnas ao nosso presidente após uma campanha com extraordinária mobilização popular é o selo de aprovação de uma gestão que resgatou o diálogo, o respeito internacional, o combate à fome e a centralidade das políticas públicas. O Brasil não aceitará mais chantagens antidemocráticas nem narrativas de vitimização fabricadas do exterior. As instituições republicanas continuam sólidas, o Poder Judiciário cumpre seu papel constitucional e o Congresso Nacional tem o dever de seguir em frente com a pauta do desenvolvimento do país.
Nós, educadoras e educadores, que vivenciamos diariamente os impactos da política na vida real das famílias e dos estudantes nas salas de aula, sabemos do valor inestimável de viver em um país estável e soberano. A vitória do presidente Lula nos dá o fôlego necessário para avançarmos ainda mais na consolidação do Sistema Nacional de Educação, na implementação do Plano Nacional de Educação com recursos efetivos e na garantia de que a escola pública continue sendo um espaço democrático, crítico e inclusivo.
O Brasil se livrou de um pesadelo e escolheu o futuro. A fuga dos derrotados é a cena final de um capítulo sombrio que a nossa história, com altivez, decide encerrar. O lado certo da história venceu. Seguiremos firmes, com a cabeça erguida e o trabalho redobrado, apoiando o governo Lula e reconstruindo o Brasil para que a justiça, a democracia e a educação de qualidade permaneçam como patrimônios inalienáveis de todo o povo brasileiro.
Professora Bebel é Deputada Estadual – PT e Primeira Presidenta da APEOESP
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