A que você atribui o seu sucesso tão imediato, lançando seis livros em dois meses?
Ana Fidelis Miasso prepara-se agora para atravessar uma nova fronteira literária:
Porque a essência de Ana continuará presente ?
Quais seus planos para o futuro, pretende se consolidar como escritora mediúnica?
Ana Fidelis Miasso: “Meus planos para o futuro são ampliar meu trabalho como escritora, explorar novas formas de contar histórias e estar cada vez mais próxima dos leitores. Não somente com livros digitais, mas me dedicar mais a livros fisicos, embora estejamos vivendo um tempo do digital, ainda há o prazer de se tocar num livro físico.
Mas enfatizavo que não me considero a autora intelectual de meus livros, mas sim uma intérprete. As obras são ditadas pela espiritualidade, sendo o principal deles o espírito de Helena Sakura, uma jovem japonesa que viveu séculos atrás, pertencia a aristocracia japonesa, porém vivia presa em seu palacio como era o costume da época, mas trazia dentro de si a necessidade de conhecimento e evolução espiritual, morreu jovem e encontrou no plano espiritual o que precisava para sua evolução, transmitir o conhecimento faz parte da sua missão e eu sou a sua interpréte e tambem evoluo com ela,
Estou preparando Respeite a Si Mesmo, uma obra de desenvolvimento pessoal que reúne situações do cotidiano e perguntas práticas sobre limites, autoestima e reciprocidade.
Também me preparo para lançar As Consequências da Paixão, um romance intenso mediúnico ambientado na França do século XVII, com amor, ciúme, ambição e escolhas que transformam destinos. Essa passagem para o romance representa uma nova etapa na minha trajetória, preservando a sensibilidade e a inspiração espiritual de Helena Sakura que acompanham minha escrita.
Quero continuar amadurecendo como autora e escrever livros que, além de emocionar, ajudem o leitor a refletir sobre a própria vida. Meu desejo é que cada nova obra crie um encontro: com uma história, com um sentimento ou com uma parte de si que precisava ser ouvida.”
Como e quando você se descobriu médium?
Ana Fidelis Miasso: “Aos três anos houve um fato acordei de madrugada e vi parentes que nunca tinha visto chegando, com aquela idade não sabia me expressar e derrepente tudo aconteceu como tinha visto. Aos dezesseis anos, certa noite, acordei com o corpo todo formigando. Comecei a andar pela casa falando fluentemente em aramaico, uma língua que eu desconhecia completamente. Eu estava consciente, mas não podia intervir no processo. Meus pais, apavorados com a situação, chamaram minha avó, uma italiana que mal falava o portugues, mas era espírita e que poucos sabiam, pois havia um grande preconceito na época como ainda há, ela fez uma oração e eu acabei voltando ao normal, tenho muitas outras situações para contar, mas esse foi o estopim para eu começar a estudar e compreender a minha mediunidade. Outras vezes eram outras linguas, mas fui me educando e adquirindo conhecimento. Quando fui no cinema assistir o filme Paixão de Cristo, estava legendado e a lingua era o aramaico, eu sorri, ninguem entendeu eu não precisava de legenda. Um fato relevante e recente que gosto de contar foi durante a Covid, fui contaminada seriamente durante o período que ainda não havia vacina, fui para a Santa Casa mal conseguindo respirar e estava num local com muitas pessoas como eu, meu esposo estava comigo e derrepente muito mal me virei para a parede na maca e através da parede, pude ver um outro local, como se fosse uma enfermaria, porém os objetos eram diferentes, não consigo explicar e no meio daquela enfermaria havia uma flor amarela gigantesca de onde os socoristas retiravam um nectar e dava para as pessoas e neste momento quatro socorristas se dirigiram a mim e disse “vá embora” eu contei ao meu esposo e meu esposo disse como vamos embora…mas naquele momento, eu mal conseguia respirar, meu pulmão já estava comprometido, o medico de plantão me receitou diazepan e me mandou embora, fui tratada por medíco particular, medicamentos corretos e fiquei bem. Espero que outras pessoas tenham se beneficiado daquele momento tão maravilhoso. Sei que é complicado para uma pessoa leiga e cética, num momento de intolerância relegiosa, embora eu não me considere relegiosa, não sigo dogmas, apenas tento seguir os ensinamentos de Cristo e respeito todas as crenças.”
Como funciona o seu processo de psicografia para escrever tantos livros em pouco tempo ?
Ana Fidelis Miasso: “O processo acontece por meio do ditado espiritual. Eu ouço uma voz na minha mente e escrevo rapidamente. Há cerca de quatro anos, já havia sido dito que eu psicografaria, mas havia uma resistência por parte da minha mãe, falta de entendimento da família, das pessoas em geral que ainda não entendem o que realmente somos, porém em maio deste ano (2026) minha mãe faleceu e eu fiquei muito triste, mesmo conhecendo o processo do desencarne, a tristeza tomava conta de mim, ela havia desencarnado do meu lado, minutos antes ela me disse que iria morrer, então fiquei muito triste, uma tarde eu disse ao meu esposo, “VOU ESCREVER” peguei meu notebook e comecei a escrever, escrevia sem parar, só parava quando estava muito cansada e lia o que havia escrito e dizia ao meu esposo como escrevi isso? as capas com a tecnologia que existe hoje também são ditadas, as imagens como devem ser, as cores,
Comecei com textos reflexivos, mas havia uma imagem que vinha em minha mente desde a adolescência , é a capa do meu primeiro romance AS CONSEQUENCIAS DA PAIXÂO, confesso que estou apaixonada por esse romance, porque começo a escrever e leio quando termino cada capitulo e fico emocionada, até espantada com os dialogos, descrições de locais, fatos históricos, muitas vezes pesquisos se aquilo realmente aconteceu e “sim”, não sei o final do romance que está chegando ao final.”
Como lida com o ganho financeiro atrelado à espiritualidade?
Ana Fidelis MIasso: “Eu prefiro ter total liberdade para agir. Eu tenho uma editora que gerencia meus ganhos e não vejo nenhum problema em receber os direitos autorais das obras psicografadas. Não há pecado ou problema em ganhar dinheiro honestamente com o fruto do trabalho da mediunidade. Uma parte irá para um projeto de caridade que tenho em mente e pretendo manter a estrutura da editora que eu e meu esposo gerenciamos EDITORA LUDENS MARKETING CULTURAL LTDA, gerando empregos, que é uma forma de caridade. O próprio Chico Xavier, que abriu mão de todos os seus direitos autorais em vida, uma vez confessou para a grande autora que foi Zibia Gasparetto ( a qual revelou em entrevista), que Chico revelou a ela chorando, que tinha se arrependido de fazer isso daquela forma, por conta das dificuldades que enfrentou.
Seus livros são apenas para leitores espiritas ?
Ana Fidelis Miasso: “Não!Embora meus livros tenham inspiração espiritual, eles são destinados a pessoas de diferentes crenças e também àquelas que não seguem uma religião. Escrevo sobre sentimentos e experiências que fazem parte da vida de todos: amor, saudade, perdas, escolhas, autoestima e recomeços.
A inspiração de Helena Sakura faz parte da minha identidade como escritora, mas o leitor não precisa compartilhar dessa crença para se reconhecer nas palavras ou se envolver com as histórias. Cada pessoa pode encontrar seu próprio significado na leitura, de acordo com aquilo que vive e sente.
Meu desejo é que os livros acolham, emocionem e despertem reflexões. Por isso, são um convite aberto a quem procura compreender melhor a si mesmo e as relações humanas, com liberdade e respeito às próprias convicções.”
Você percebe preconceito em relação às obras mediúnicas? Como lida com isso?
Ana FIdelis Miasso:“Sei que a literatura mediúnica pode despertar resistência em quem não conhece esse tipo de obra ou tem outras convicções. Procuro lidar com isso com serenidade e respeito, porque cada pessoa tem liberdade para acreditar, questionar e escolher suas leituras.
A inspiração espiritual faz parte da minha escrita, e a apresento com transparência. Ao mesmo tempo, meus livros abordam sentimentos, conflitos e escolhas que qualquer pessoa pode reconhecer na própria vida.
Meu convite é que o leitor conheça a obra e forme sua opinião a partir da leitura. Não espero que ele adote minha crença; desejo que encontre uma história que o emocione, uma reflexão que o acompanhe ou palavras que façam sentido para ele.”
Entrevista realizada pela redação do Jornal de Lins
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