Este 8 de março de 2026, Dia Internacional de Luta das Mulheres, ocorre num momento em que vivemos uma escalada no número de feminicídios no Brasil e no estado de São Paulo.
De acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2025 foram 1.568 mulheres vítimas de feminicídio no Brasil. O número de vítimas de feminicídio no estado de São Paulo aumentou 96,4% em 2025, na comparação com 2021. No ano passado, foram 270 mulheres mortas, ante 136 vítimas em 2021, isto representa 41% do total de feminicídios ocorridos na Região Sudeste no período.
São números alarmantes, que nos envergonham e causam indignação. Não podemos normalizar essa situação, nem compactuar com o machismo estrutural, a misoginia e o patriarcalismo que estão na base desses dados revoltantes.
Por isso, é de grande importância o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, lançado pelo presidente Lula em 4 de fevereiro deste ano. A luta contra o feminicídio, contra a violência doméstica, contra todo tipo de assédio, discriminação e agressões que afetam as mulheres não é uma luta apenas das próprias mulheres. É uma luta de mulheres e homens, é uma luta da sociedade.
Pertenço a uma categoria composta por 80% de mulheres. Para além da violência física, sexual, psicológica, todas sabemos que enfrentamos muitas condições adversas no cotidiano, a começar pela nossa dupla ou tripla jornada de trabalho, como profissionais, mães, donas de casa, muitas de nós chefes de família. E não somos valorizadas.
Como professoras, sofremos com a ausência de uma verdadeira jornada de trabalho, pois compomos nossas cargas horárias com somatórias de aulas que assumimos no chamado processo de “atribuição de aulas”, no qual nem sempre nossas necessidades e disponibilidades são respeitadas. Por isso, compreendemos e apoiamos a luta pelo fim da escala 6 X 1, com redução da jornada sem redução de salários. Queremos a implementação da chamada “jornada do piso”, pela qual devemos ter 26 aulas com estudantes e o equivalente outras 14 aulas dedicadas à formação continuada, preparação e correção de provas e trabalhos e outras atividades fora da sala de aula, para que tenhamos direito à convivência familiar, ao descanso, ao lazer, à cultura, com mais qualidade de vida.
Nós, mulheres da Educação, temos sido o alicerce da resistência democrática nas escolas e nos territórios. Em cada sala de aula, em cada conselho, em cada comunidade escolar, somos nós, mulheres profissionais da Educação, que defendemos direitos diante dos ataques, do autoritarismo e da precarização impostos por governos neoliberais. Por isso, neste 8 de março, afirmamos que a luta das mulheres é a luta pela vida, pela democracia e pela defesa incondicional da escola pública.
Os ataques recentes à Educação em São Paulo — municipalização sem diálogo, privatização disfarçada de “parcerias”, fechamento de salas, controle ideológico e retirada de direitos que adoecem as docentes — recaem diretamente sobre as mulheres, que compõem a maioria da categoria.
Não aceitamos a expansão da lógica empresarial que desvaloriza o trabalho docente, impede a participação democrática e tenta reduzir professoras e estudantes a números e metas, ignorando as desigualdades que atravessam a vida real nas escolas.
Neste 8 de Março, estaremos nas ruas juntamente com todas as mulheres, contra o autoritarismo, contra o retrocesso, contra a violência que tenta controlar corpos e mentes e escolas, contra o feminicídio. Contra Tarcísio e contra Trump.
Nenhuma mulher educadora pode ser silenciada ou excluída. Marchamos afirmando que a escola pública é território de direitos, de memória, de dignidade e de luta. A rua é nosso lugar de resistência — e nosso grito é maior do que qualquer tentativa de silenciamento. Parem de nos matar!
Professora Bebel é Deputada Estadual – PT e Primeira Presidente interina da APEOESP
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