No dia 10 de abril, em uma grande assembleia na Avenida Paulista, em São Paulo, professoras e professores decidiram realizar uma avalição da Educação no governo Tarcísio de Freitas, não para punir, demitir e perseguir – como é a injusta avaliação de desempenho que este governo impõe aos professores -, mas para apontar os problemas, deficiências e políticas equivocadas existentes na rede estadual de ensino, para que possam ser corrigidos. Em última instância, o povo paulista, pelo voto, tem o poder de corrigir esses problemas e deficiências.
A enquete se realizou entre os dias 17 e 21 de abril e seus resultados confirmaram aquilo que professores, funcionários, estudantes, pais, mães, entidades, movimentos, acadêmicos, avaliações, pesquisas e muitos meios de comunicação vem apontando há tempos: a Educação paulista, sob o governo Tarcísio de Freitas, vai mal.
Os dados da enquete são claros: as políticas e medidas adotadas pelo governo de Tarcísio de Freitas na área da Educação mereceram nota zero por parte de 71,89% dos 22.335 participantes. Somadas as notas de zero a cinco, 97,66% desaprovam o governo.
Não para por aí. Para 94,84%, a gestão de Tarcísio de Freitas na Educação é ruim ou péssima e, para 95,20% dos participantes essa gestão é autoritária.
Quando se fala em valorização dos profissionais da Educação, 96,09% dos participantes consideram que o governo de Tarcísio de Freitas não valoriza professores e funcionários das escolas, enquanto 81,75% consideram as condições de aprendizagem nas escolas péssimas.
As chamadas plataformas digitais, tão apregoadas pelo atual governo como um avanço tecnológico que supostamente melhorariam a qualidade do ensino e a aprendizagem dos estudantes, foram desaprovadas por 80,74% dos participantes da enquete, os quais consideram que, ao contrário, elas pioram o ensino.
Alguns projetos fundamentais deste governo também foram rejeitados e desaprovados pelas pessoas que responderam às perguntas da enquete – professores, funcionários, estudantes pais, mães e outros segmentos das comunidades. A militarização das escolas – as chamadas escolas cívico-militares – é rejeitada por 71,84% dessas pessoas. A privatização das unidades escolares, por sua vez, é desaprovada por 78,23% dos participantes. Também o Programa de Ensino Integral (PEI) sofre duras críticas. Juntamente com o fechamento de classes no noturno em que 92,17% dos participantes responderam que essas políticas excluem os estudantes que trabalham. Se considerarmos que, de 2024 para 2025, mais de 250 mil estudantes de ensino médio da rede estadual de ensino deixaram de estudar, veremos que esse resultado condiz com a realidade.
Parabenizo os professores e a APEOESP pela realização desta enquete. É muito importante que a população conheça as reais condições nas quais funcionam as escolas estaduais – e grande parte das escolas de redes municipais de ensino. É importante também que perceba que seu voto tem consequências, que se expressam nos transportes públicos, na saúde, nos serviços públicos de forma geral, na moradia e, também, na Educação, que a principal política pública. É preciso conhecer e avaliar um que fez – ou deixou de fazer – o governo, para que se possa decidir pela sua continuidade ou não. É preciso conhecer e avaliar o que cada candidato propõe e confrontar com sua trajetória, porque promessas são coisas fáceis de fazer em período eleitoral.
Os problemas que a enquete apontou devem pautar o debate público sobre a Educação no nosso estado. Não existe determinismo. A Educação pública pode ser muito melhor para a população a quem se destina e a gestão do sistema de ensino pode reconhecer e valorizar seus profissionais, visando a qualidade do ensino. Tudo depende de decisão política. O governo de Tarcísio de Freitas está retirando R$ 11 bilhões da Educação, prometendo melhorar a Saúde, mas a Educação piorou e, infelizmente, não houve melhora na Saúde.
Pense nisso.
Professora Bebel é Deputada Estadual – PT e Primeira Presidenta – licenciada – da APEOESP
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